Sentado em uma pedra
Na estrada ao pé da serra
Com as mãos no rosto
Esconde as lágrimas
E chegada a hora da partida
Na subida deslizando sobre
O cascalho, o carro leva a esperança
Deixa a saudade e a distância
O cantinho onde viveu sua infância
Vai para a Cidade,
Sem maldade
Em busca de que,
Ele não sabe.
Deixa os riachos
Seus amigos , sua vida
Enxuga as lágrimas
Num lenço amarrotado
Os pés inchados , já não cabem
Nós velhos sapatos
Do irmão herdado.
Ouve_ se a distância
O latido dos cães,
Seus companheiros
De tantas aventuras
Nas matas, nos pastos
Ou nas alturas das montanhas,
De olhos abertos ,ele sonha.
Lembra das namoradas
Que só ele sabe,
Pois não teve coragem
De viver com elas
O amor que pensava ter .
Na cidade, o barulho, a sirene
Da polícia, das ambulâncias
A distância do seu primeiro lar
Mas sabe que agora é aqui
Que vai morar.
Deus seu adeus as borboletas ,
Às juritis, ao pomar
A varanda ,de onde se ouvia
O sabiá a cantar .
Deixou tudo para trás
Para sua vida mudar.
O tempo se foi, hoje só lhe
Resta as lembranças
Do passado que viveu,
Infelizmente, a pensar,
Não foi a vida que escolheu,
Foi o destino ....
Creio eu!
Luiz, Ipatinga maio de 2024
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