Noites escuras
Sons dos sapos a coaxar
A fumaça preta das lamparinas
O pio da coruja buraqueira
O silvar da cobra na campina
O bater fantasma da porteira
O preto da fumaça nas narinas
As sombras na soleira
Sentados no borralho do fogão
Ouvindo atentamente
Os causos de assombração
Os dedos em riste , calmamente
Esfregando as palmas, abria as mãos
Espalhado no chão batido as sementes
Que seria com certeza a refeição.
Na panela a água quente.
O fogo ardia,
E em nossa mente,
As histórias contadas,
Surtiam efeitos nos olhares inocentes
Era a rotina ,depois de um dia de labuta
lavrando a terra
Com muita luta
Desleitando as vacas
Fincando estacas
Puxando a serra.
Luiz, Ipatinga, maio de 2023
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