Precisamos ler e se inteirar da presença Divina

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

segue a vida

 Momentos

Momentos ruins

começo a escrever,

meus olhos ardem

a tristeza invade minha alma

choro, lagrimas salgadas

coração em pedaços.

ergo meus olhos para o céu

e oro .

Luiz 



Em frente ao espelho

 Em frente ao espelho.


Observava atentamente o seu rosto
As rugas ,a pele queimada, Os cabelos brancos e raros.
Contrastava com a foto na parede, 
cabelos longos e pretos, quase nos ombros.
É que o tempo passou e levou sua juventude,
Agora ,em frente ao espelho, recordava ...

Luiz, Ipatinga, agosto 2021.

O verde e a vida

 O verde e a vida


No campo ou na cidade
O que vale é a liberdade
De poder apreciar,
Os verdes campos e o mar.

A minha felicidade
É poder participar
Defendendo o meio ambiente
Não importa o lugar.

Venha meu amigo,
Venham também trabalhar
Em favor a nossa vida
Vamos a floresta salvar.

De que vale ter dinheiro
Carro bom para passear
Se não tivermos mais verde
Como vamos respira?

Luiz 


Noite de insônia

 Insônia


Noite de insônia

Perambulando sem rumo
Pensamentos sombrios 
Povoando a mente

Fantasmas passando
São sombras. Insano?
Talvez!
Incertezas, tensão.
Medos, loucuras.

E as noites escuras, não curam?
 Tenebrosas, as noites em trevas...
Gritos, soluços e o choro.
A noite se finda, tudo passou,
E nas madrugadas o pássaro cantou.

Pesadelo se foi e a vida passa
Entre sorrisos alegres. 
A noite negra sem graça ficou.



Pecado

O pecado

 
O que é o pecado?
   
Desejar o seu corpo 
Sentir paixão 
Tremer de tesão 
Ao ve_la passar.

Atirar em teus braços 
Lhe dar uns amassos 
Deliciar em seu corpo
Gozar dos prazeres 
Que possa me dar.

Buscar nas entranhas ,
Nas grutas profundas
O prazer 
De fazer
Amor com você?

Luiz, Ipatinga, agosto 2024

A fonte secou

 A fonte secou


Desmatada,
Pisoteada,
Desprotegida,
Sem vida.

Ignorância,
Ganância,
Ceifaram
E agora?

Agora,
A água secou,
A fonte sem vida,
Foi o que sobrou!

Luiz, Ipatinga 21 de agosto 2024

A força do amor

 A força do amor 


Vi seu olhar aflito 
Ao ver o seu filho
No solo estendido.
Entre lágrimas e gritos 
Estendeu sobre ele 
O seu corpo.
E com às mãos ásperas 
Pelo trabalho duro,
Acariciou o seu rosto .

Sua imagem frágil,
Mas com um esforço de mãe ,
Agarrou em teus braços 
E o levantou .
E apoiado em seus ombros,
Ela o carregou,
Enxugou às suas lágrimas 
Com o dorso da mão 
E para casa ela o levou.

Ela já sabia da carga que carregava 
Mas suas forças eram dobradas
Por sua crença em Deus 
Mulher forte, atrás das 
Imagens de seu corpo frágil 
Levava a força de um
Coração gigante.

O filho ,na bebida se entregava
E ela no trabalho desdobrava
Para suportar aquela vida
Que para ela foi reservada.
Altiva,carregava no peito 
A doçura de uma mãe .

Luiz, agosto de 2024

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Quem sou ?

 Quem sou?


Sou como a face oculta da lua,
Sou o sol que não te queima,
Sou o menino da rua ,
Sou o zero de um esquema!
Sou o olhar de um cego.
Sou pequeno,
Sou gigante,
Sou galante,
Sou sincero!

Luiz.2024

A tristeza do caipira

 A tristeza do caipira


O vento frio sacudia os ramos.
Ele acordava esfregando os olhos e orando.
A tristeza estava estampada em seus pensamentos,
As lágrimas salgadas escorriam por suas faces,
A casa vazia, tão vazia, causava até dó,
Os passarinhos estavam mudos.
Nada de barulho, nada para alegrar seu coração.
Nem o sol aqueceu,
Nem a chuva caiu.
Era o fim,
Sua amada partiu antes do amanhecer.
Tudo acabado,
Só restava a tristeza no coração do caipira!

Ipatinga, julho de 2021
Luiz.

O final

 O final 


Aflito, um grito ecoa.
Às linhas da vida se entrelaçam
Embaralhando a sua existência .
Amarga esta dor que sente.
Passageiros indiferentes,
Mas o trem segue em frente.
Sem parar,sem parar,
Deslizando,chiando , engolindo 
Montanhas,vales e curvas
Segue com seu grito estridente 
Arrastando as correntes 
E a vida escapando, findando 
Nos trilhos do trem.
Leva a riqueza,
Leva a tristeza,
Leva a arrogância ,
Encurta a distância 
Da vida ,
É o fim!

Luiz, Ipatinga junho 2024

O louco

                           O louco


Às vezes me sinto distante ,
Viajo no tempo,
Vejo a brisa como amante,
Luto com a força do tempo.

Desfolho os galhos ,
Arranco as flores,
Abraço o corpo cavernoso,
Beijo a boca da noite.

Deito no chão de estrelas 
Cubro com o coro dos sapos
E adormeço .
Não sou um louco.

Apenas me embriaga 
Os sons da vida noturna,
Me alimenta os cogumelos ,
Faço da palha um chinelo .

Tenho como exemplo a formiga
Que carrega muitas vezes o seu peso 
Sem reclamar de sua vida.
Me ergo sobre meu corpo 
E amo a natureza!
 

Luiz, Ipatinga 04 de agosto 2024