O louco
Às vezes me sinto distante ,
Viajo no tempo,
Vejo a brisa como amante,
Luto com a força do tempo.
Desfolho os galhos ,
Arranco as flores,
Abraço o corpo cavernoso,
Beijo a boca da noite.
Deito no chão de estrelas
Cubro com o coro dos sapos
E adormeço .
Não sou um louco.
Apenas me embriaga
Os sons da vida noturna,
Me alimenta os cogumelos ,
Faço da palha um chinelo .
Tenho como exemplo a formiga
Que carrega muitas vezes o seu peso
Sem reclamar de sua vida.
Me ergo sobre meu corpo
E amo a natureza!
Luiz, Ipatinga 04 de agosto 2024
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