Precisamos ler e se inteirar da presença Divina

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Primavera e Cultivo de arroz a moda antiga

 Nos verdes campos,

primavera...
Os botões, em flores se transformam
Espetáculo de cores variadas.
O beija flor
bailando lentamente entre
os ramos,
transmitem paz no ambiente aconchegante...

2010
[13/10 16:18] Luiz Gonzaga Andrade:


Cultivo e colheita de arroz a moda antiga 

Antigamente era assim, o arroz plantado em brejos bem alagado e com vegetação com rizomas grosseiros e firmes.
Os primeiros passos era , com uma foice bem afiada cortar as partes superiores das plantas e depois com enxada bem afiada arrancar as raízes e empilhar as touceiras fazendo várias na área, preparando assim para semear as mudas, já preparadas ,colocando as em um espaço de 40 a 50 centímetros de distância uma das outras.
Depois de certo tempo uma capina para retirar os brotos remanescentes.
Quando os cachos estavam maduros era feita a colheita com uma ferramenta bem afiada e depositado em um espaço mais seco formando enormes feixes que eram transportados para casa ,depois em um cômodo bem vedado era surrado em um banco até os grãos se desprender da planta .
Assim ,era peneirado e colocados para secar e depois armazenados em tanhos de taquara de onde eram retirados ,quando necessário , para serem beneficiados no pilão, manualmente ou no monjolo movido a água , novamente peneirado retirando as cascas e selecionado manualmente para retirar os grãos que não tinham perdido a casca.
Depois de tudo isto era só fritar e colocar água para o cozimento.
Fácil não é?

Luiz Gonzaga, Ipatinga, outubro de 2024
Luiz Gonzaga

Noites escuras

 Noites escuras,

Raios e trovões
Pensamentos sombrios
Olhares sem brilhos
  
Ouve-se os murmúrios
Palavras desconexas
Risos abafados
Garrafas e copos
Luzes vermelhas
Música brega
Mulheres se engalfinhando
Cambaleando em meio
A tudo isto,perdido na noite
Em busca de mulheres fáceis
Desnorteado,confuso
Passos inseguros
Segue a rotina
Com o copo na mão
A cabeça que gira como 
Um pião
Carrega no peito 
A solidão.
Na sarjeta ,seu corpo
Suado, embebido em álcool
Se encontra estirado.

Luiz.
[12/10 17:35] Luiz Gonzaga Andrade:

Com a cabeça descansando no travesseiro vejo meu amor submergir em um mar de lágrimas e mergulho nos meus pensamentos para aliviar a dor da alma!

[12/10 17:36] Luiz Gonzaga Andrade:

 DESILUSÃO

Na vida da gente
Olhando pra frente
Pensando somente na emoção.
Sabemos que um dia
Temos alegria e no outro
Podemos ter desilusão.

A mesma mão que afaga
Seu rosto, lhe fere o corpo,
Sem ter compaixão.
Podemos um dia
De muita agonia
Terminar nossa vida
Na solidão.

Luiz
[12/10 17:39] Luiz Gonzaga Andrade

A noite no campo

 A

Noite no campo

O sol se esconde a noite se aproxima,
O curiango ensaia seu canto e a 
Coruja buraqueira sai a caça de alimentos.
Ao longe geme o urutau.
Nas folhas secas do quintal
O estalido seco do andar sorrateiro 
Das capivaras.
A cigarra abre sua cantoria
E a lua desponta iluminando
As matas como se fosse o dia.
Na tranquilidade da natureza
O sono chega e só termina
Quando novamente o sol
Da manha estampa sua luz
Assim surgindo um novo dia.

Luiz
11/10/2013
[12/10 17:33] Luiz Gonzaga Andrade:

Lábios de mel

 Labios de mel

Sabor de pecado
Seu corpo ao meu lado
Com toques suaves
Em transe me deixa

Seu perfume
Seus olhos
Seus toques
Seu corpo

Suave os teus beijos
Ardentes desejos
Nos levam ao êxtase
Ao ápice do amor

És uma flor
És uma luz
És o perfume
Que me seduz.

Luiz/outubro 2018
[11/10 17:34] Luiz Gonzaga Andrade:

Sozinho na multidão

 Sozinho na multidão 


Caminhava no meio da multidão,
De repente,parou seus olhos segaram 
Ruidos,vozes distantes
Todos apressados
Permaneceu parado,
Quem sou ?
Pra onde vou?
Ouvia um burburinho,
Confuso,
Sem chão 
Não sabia onde estava 
Pra onde ia.
Quem s ou?
Tudo girou ,
Foi ao chão 
Todos passaram apressados,
Quase pisoteado,
Levantou ,deu alguns passos 
E sentou no único lugar 
Que estava vago
Um cantinho
E o tempo passou,passou ,
Jamais acordou...

Luiz, Ipatinga outubro 2024
[9/10 20:38] Luiz Gonzaga Andrade:

Amor e paixão

 Amor e paixão 


Suas mãos ,no escuro,
Buscavam as minhas.
Seus lábios ávidos de amor
Encontraram os meus
Nós dois seguimos noite a dentro 
Saciando os nossos desejos 
Ouvindo ao longe
O som do realejo.
Os corpos se fundiram 
Embriagados de amor.
O perfume de mulher
No quarto 
Se sentia,
Uma tênue luz se acendia,
 E no espelho o lindo
Corpo refletia.
 Nos amamos 
Até que raiou o dia!

Luiz, Ipatinga, outubro 2024
[8/10 18:37] Luiz Gonzaga Andrade: