Precisamos ler e se inteirar da presença Divina

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Infância

 Não tinha ainda luz elétrica, acorda- vamos bem cedinho, ainda com escuro, o frio era congelante, nosso pai acendia o fogo do fogão a lenha aproveitando as brasas acumuladas em uma madeira mais grossa desde a noite anterior. Senta vamos no borralho do fogão, três, quatro crianças para nos aquecer enquanto nossa mãe assava uma broa de fubá, temperava o leite e fazia o café, nosso irmão mais velho ia parar o curral, enquanto meu pai nos levava para " esquentar sol" enquanto ele com o machado lascava a lenha já para deixar no fogo na hora de fazer o almoço.

O café estava pronto, broa assada, batata também. Às vezes com um caneca de café, íamos para a varanda pedir que o vaqueiro completasse com o leite direto do peito da vaca .
A engenhoca gemia esmagando a cana para extrair a garapa que se transformaria no café da tarde.
O nosso pai e os irmãos mais velhos e às vezes algum outro trabalhador seguiam para o roçado.
Olhando para o sol todos os mais velhos sabiam o horário.
Nove horas e trinta minutos, o almoço estava pronto e seguia para a roçada em marmitas para os trabalhadores. Sol a pino, meio dia, o café com fubá suado seguia para os trabalhadores, quinze horas, a janta ,a noite uma seia antes de lavar os pés para ir dormir, era a rotina . As tarefas eram dividas, desfazer o milho, colocar no munho, molhar o fubá para dar aus. porcos, tratar dos cães, buscar cana e banana na lavoura, os mais velhos com tarefas mais complexas e os mais novos acompanhando.
Era assim a rotina, era assim a vida na roça nos meus tempos de infância!

Luiz, Ipatinga, abril de 2024

Nenhum comentário:

Postar um comentário