Precisamos ler e se inteirar da presença Divina

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Coletânea

 etorno ao passado 


Hoje , ouvindo músicas do passado 
Senti que deixei alguma pendência 
E sorrindo encabulado 
Jurei minha inocência 

Não consegui encontrar 
Nada daquele tempo
Para me confortar
Só tristeza no momento.

Pois tenho vagas lembranças 
Dos tempos da mocidade 
Que me deixaram esperança 
De buscar a felicidade 

A cada música que ouvia
Me dava uma saudade
E uma dor eu sentia
Dentro do peito 
Eu gemia

Mas já é tarde
Sei que a causa
Desta saudade
O tempo vai apagar
E nunca irei encontrar,!

Luiz, Ipatinga, novembro 2024
[03/12/2024 10:43] Luiz Gonzaga Andrade: Olha! São tuas lágrimas que molham
O meu rosto, porque choras?
Caminhávamos por entre as flores do jardim,
Sem magoas, sem choro e vieram suas lágrimas!

O belo e romântico amor se foi! E agora?
Agora são suas lágrimas que rolam.
Agora nossos corações estão partidos e depois?
Depois a solidão. O amor? Findou!

Deixaste o amor partir, deixaste as lágrimas te consumir.
Agora o sofrimento de almas gêmeas, sem retorno,
Seguiremos por caminhos diferentes, 
Levando a nossa sina, o nosso sofrimento.

Luiz 03/12/2015
[05/12/2024 13:08] Luiz Gonzaga Andrade: Retiro

Jogado às féras
Sozinho espera
A hora chegar.
Já viveu intensamente
Trabalhou sua mente
Para estes momentos
Enfim superar.
Deixou para trás
Lindas sementes
Para alguém semear
Agora só resta
A morte chegar
Missão já cumprida
Curou as feridas
Viveu sua vida
Momento de partida
Pra que chorar?
E segue os caminhos
Pra junto de Deus 
Repousar!

Luiz/5 de dezembro 2021, BH.
[08/12/2024 11:11] Luiz Gonzaga Andrade: Tempo de criança 

São belas lembranças 
Do vestido de chita
Das tranças 
Das fitas
Das crianças 

Brincadeiras
Andanças
Trepadeiras 
Floridas
Roseiras

Na escada ,
O pique.
No terreiro ,
Maré .

A vida com fé 
Dos pais
Dos avós 
Que o tempo levou

Era a vida inocente 
Olhando somente 
Os belos momentos 
De ser criança!

Luiz, Ipatinga, novembro 2024
[11/12/2024 08:31] Luiz Gonzaga Andrade: A flor e o espinho

A flor perfumada 
Bela e cobiçada
Causa inveja no espinho
Temido, rejeitado e evitado
Causa feridas o coitado
Mesmo dem ser culpado
Ambos filhos da natureza 
Carregam sua beleza
E têm suas utilidade 
 A flor em cachos
Ou solitária 
Exala seus aromas.
O espinho protege 
Desde sua tenra idade
As flores ,os frutos e as folhas.
Salve a mãe natureza 
Que nos envolve 
Com sua beleza!

Luiz, Ipatinga, dezembro 2024
[13/12/2024 15:48] Luiz Gonzaga Andrade: Metade 

Antes do fim te abandonei 
no meio do caminho
Sozinha eu te deixei 
Seguiste seu destino
E eu sonhei 
Sonhei em te reencontrar 
Amor pela metade
Sem terminar 
E agora estou vagando 
Pelo mundo
Como um vagabundo 
Sem saber o que é viver
Chorando, tremendo 
Destilando o veneno
Que eu mesmo tomei 
Adeus felicidades 
Pois não tenho mais idade
Pra te procurar 
Só me resta agora 
Vagar,
Vagar por aí 
Até que um dia 
A vida findar?

Ipatinga, dezembro de 2024
[13/12/2024 16:06] Luiz Gonzaga Andrade: Final 

E o tempo passou 
A morte bate na porta
Não adianta fugir
A vida acabou

Adeus felicidades 
Caminhos estreitos
Doces lembranças 
Da sua cidade 

Bateu a saudade 
Retorno impossível 
As luzes de apagam
Escuridão.

Olhos fechados 
Sorrisos não tem 
Na ausência da luz
Não enxerga ninguém.

Sua alma vagando 
Pessoas chorando 
Tumultos e gritos
Na curva da vida
Seu corpo sumiu!

Ipatinga, dezembro 2024
[13/12/2024 17:15] Luiz Gonzaga Andrade: Esta dor 
 Esta dor que atormenta 
Dói o corpo,dói a alma 
Os elos desta corrente 
Não se rompem
Atam o nosso corpo
Vedam a nossa mente
Transformação a nossa vida
Nos deixando impotentes
Falta ar nosso peito
Não tem outro jeito 
Vou fazendo uma oração.
Para ver se consigo 
A paz no meu coração!

Luiz, Ipatinga, dezembro 2024
[15/12/2024 18:58] Luiz Gonzaga Andrade: O canto do sabiá laranjeira
O canário na porteira
Os olhos d/água a jorrar
A água pura e límpida
no meio da capoeira e
escorregando lentamente na pedreira.
O potrinho sacode sua crina e galopeia
As vacas mugem a procura de sua cria
Os cães correm e ladram 
E o gato mia na soleira,
O galo canta alto e as galinhas cacarejam
O sol desponta clareando o dia.
Com euforia a natureza acorda
Saudando o nascer de um novo dia!
E a labuta diária o caboclo inicia
E com alegria enfrentará o dia!

Luiz/15/12/2015

Nenhum comentário:

Postar um comentário