Seca
A terra seca implora piedade
As matas ciliares ceifadas
Erosões, crateras barrancos enormes,
Escorrem dos morros, aterram os rios,
Obstruindo as artérias que nutrem o solo.
A ganância de alguns contribui com o fim
Dos leitos perenes que alimentam,
Do sangue que outrora coriam abundantes
Alimento constante dos seres vivos.
E agora que a terra descendo da serra
Entopem as artérias dos rios pequenos
Secando o terreno, matando de sede,
Os grandes, e os pequenos?
Direitos autorais
luiz Gonzaga
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