Precisamos ler e se inteirar da presença Divina

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Uma linda coletania de poemas variados

Olhar perdido 


Olho para o além,
Uma dor no peito,
Saudades de alguém.
Feridas ficaram ,
Palavras marcaram ,
No rosto ,as lágrimas .
Deslizam na face 
Um triste sorriso.
Outrora abrigo
Dos beijos sentidos ,
Doces lábios de mel.
Agora as lembranças 
O peito apertado 
Saudades, saudades...

Luiz, Ipatinga, março de 2026
[04/03, 14:48] Luiz Gonzaga Andrade: 

Tenros frutos,saborosos e belos,
  Exalavam cheiros agradáveis ,
Saciava o desejo, satisfazia
O ego.
Amadurece,
Despencam,apodrecem as bordas
Enurugam_se perde os sabores,
Agora exalam odores,
Já envelhecidos,sem serventia
São abandonados,atirados ao lixo,
Triste fim!

Luiz, Ipatinga , março 2023
[04/03, 14:48] Luiz Gonzaga Andrade:

 Tristeza,o poeta partiu
Levou consigo 
tudo que conseguiu.
Sua bagagem?
Um pacote de amor
Lágrimas de alegria
Nada de dor.
Seja para onde ele for,
Deixará saudades,
Nenhuma maldade
E um buquê de felicidade.

Luiz, Ipatinga, fevereiro 2023
[08/03, 13:45] Luiz Gonzaga Andrade:

 Um peso excessivo, 
um nó na garganta 
O corpo curvado, 
a voz embargada 
De que me vale 
a liberdade de expressão? 
Não me ouvirá os cânticos 
O choro, 
o lamento 
Destroçado por dentro 
Encontrando a força 
Os laços se afrouxando 
Os gemidos, 
Respirando fundo.. 
Suporta o peso 
E levanta com esperança! 
De que adianta a raiva? 
Acalme-se 
Aplacai este fogo 
Que arde 
Espere com fé, olhe o céu 
Tudo vai passar! 
Acredite!  

Luiz, Ipatinga, março 2026
[09/03, 13:14] Luiz Gonzaga Andrade:

 Noite enluarada ,
Altas horas,
Chegou a madrugada 
Lá fora a orquestra 
Solta as primeiras notas
Canções peculiares 
Cantigas espetaculares 
Dois olhos espiam pelas frestas 
É o início da festa .
A vaca muge ,
O cavalo relincha .
Eis que surge a canção do galo .
O peão sai galopando,
Os cães ladram ,
A vida se inicia .
É assim que nasce o dia
na fazenda 
Só alegria!

 Luiz, Ipatinga, março de 2026
[11/03, 14:32] Luiz Gonzaga Andrade:

 O medo

Às sombras,os galhos que caem
O crepitar das folhas ao serem
 pisadas pelos animais
O rastejar das serpentes
O ranger dos galhos ao vento
Quando o silêncio se quebra
Quatis,macacos,coelhos
Um olhar temeroso
No entorno,
Os pelos ,arrepiados
Como uma estátua
Parado,ereto ,ouvidos
Atentos,mas , só
O barulho do vento
Os cães estatelados
O rabo parado,
Ouvidos atentos
Só se ouve os ventos
E o tempo se foi
O medo,
Às lembranças,
A dança dos galhos
O samba das sombras
E a vida se foi...
Lembranças!

Luiz, Ipatinga, março de 2024
[11/03, 14:34] Luiz Gonzaga Andrade:

 Meu coração está em pedaços
Batidas correntes e aceleradas
Faltando um carinho, um abraço.
Esta dor tão malvada
Destrói nossos laços
Levando o abraço
Que cura esta dor.
Não sei o que faço
Só eu sei o que passo
Tentando um abraço
Que aperte o laço
Entre nós dois.

Luiz /11/03/2015
[18/03, 09:03] Luiz Gonzaga Andrade: 

Poeta

Amor,
Caridade,
Flor,
Sensibilidade,
Dor,
Saudades,
Felicidades,
Tristezas,
Alegrias,
Feridas,
Amizade,
Coragem,
Persistência,
Resistência,
Preferência 
Pela paz!
Luiz, Ipatinga, março de 2026
[21/03, 06:12] Luiz Gonzaga Andrade:

 A procura

Procurei pelos recantos mais sombrios 
O motivo desta dor que me consome
Nada encontrei , desesperado , chorei.
Sem motivos aparentes 
Esta dor que a gente sente 
Nos deixa apaixonados e carentes.

Viagem no tempo, ao passando ,retornei .
E no meu sub consciente tua imagem encontrei
Eras , deveras ,muito bela ,como imaginei.
Sonhando , embarquei na ilusão 
E então, nós nos amamos.

Em sonhos tudo é possível.
Mas,o meu dilema não resolvi
Pois continuo procurando 
A causa deste insano "amor"

Acho que é este o motivo 
De eu viver ,sem saber,
Para onde vou,
Vou subindo ,vou subindo
Sem saber se vou descer.
Por favor,tente me compreender!

Luiz, Ipatinga, março de 2026
[22/03, 15:28] Luiz Gonzaga Andrade:

 Sem esperança 
Abre-se às portas ,
O que se vê choca,
A mãe esquelética
Amamenta o filho .
Faminto ele suga
Engole ar pois 
Está vazio.
Fingindo saciedade 
Ele dorme .
É o drama da miséria 
Que assola,
Batendo na porta ,
A fome degenera ,
A pátria sugada 
Pelos políticos 
Sangue suga que
Abarrotam os bolsos
De uma nata ,
Que esbanja e mata
De fome quem trabalha!
E a direita que chibata.
Acende o forno
Que prepara a sopa de osso
Para a muitidao 
Faminta que aplaude
E come os restos 
Da casta bandida!

Luiz, Ipatinga, março de 2026
[03/04, 09:05] Luiz Gonzaga Andrade:

 Naturalmente 

O orvalho cobriu o teu corpo 
A brisa levou teu sorriso 
Às mãos do tempo em um sopro
Banhou o teu corpo com a beleza 
Matutina,os raios de sol ,o teu
Brilho , iluminou .
Olhos furtivos,por entre 
As sombras te observaram.
A pele morena brilhou,
O orvalho secou 
O tempo beijou
E nas curvas do seu corpo
A sensibilidade reinou.

Luiz
[04/04, 07:00] Luiz Gonzaga Andrade:

 Amor só no coração 

Acordar com vontade de abraçar 
Beijar,
Amar,
Sorrir e partir.
Mais então,
Desilusão 
Não existe mais clima 
Para esta emoção .
Melhor deixar que a vida 
Conduza,guie 
E indique a direção,
A qual devemos seguir 
Caminhemos, lentamente 
Deixe o amor somente no coração!

Luiz, Ipatinga , abril de 2026
[05/04, 09:42] Luiz Gonzaga Andrade:

 Conseguiria o homem viver sem as árvores?

Flores que perfumam
Frutos que alimentam
Galhos secos que alimentam as chamas
De meu cerne, os moveis.
Acompanho-te durante a vida
E até mesmo depois da morte
E a sombra que protege do sol causticante?
E as folhas que enriquece o solo?
Protejo as nascentes,
Evito erosões
E você, o que faz?
Sem pensar no que sou útil
Não me poupa do machado
E da moto serra.

Ingratidão humana.

Luiz Gonzaga
[13/04, 15:33] Luiz Gonzaga Andrade:

 Poesia é ouro aos 50

Poesia é deitar com a noite
 E acordar com o dia,
Ver às estrelas no escuro
E o sol ao meio dia!

Ser filho do sol
E amar a lua
Da janela ou da porta
Observar o final da rua.

Ver os botões se transformar 
Em flores 
E as flores em belos frutos 
Abraçar o tempo
E acordar os seus amores.

Olhar o verde das matas,
O pássaros voando,
 Beijar às flores
E ver os vaga lumes .

Viver a vida com paz 
Distribuir carinho
E também amor
Seja a vida preta ou branca
Sempre ofereça uma flor!

Luiz, Ipatinga, Abril de 2026
[17/04, 15:13] Luiz Gonzaga Andrade:

 O campeão

Seu amor se transformou em ódio 
Quando subiu no pódio 
E viu seu amor nos braços de.outro.
Era fiel,escrevia cartas de amor,
Enviava- lhe flor.
A partir daquele momento 
Enfrentou a dor,
Chorou ,
Lastmou
Mas nada adiantou 
Tinha perdido seu grande amor,
Para um ator
Que fingiu amar 
Para desmontar 
O castelo que eles construíram.
Mas ele fugiu
E ela caiu na amargura 
Perdeu o amor 
E viveu a dor.
E o campeão foi ao chão 
A partir deste dia 
Só viveu ilusão!

Luiz
[19/04, 10:26] Luiz Gonzaga Andrade:

 Escute o som,agudo, tétrico 
É o som da morte
Acabou-se a sorte
Ela veio de buscar

Hore,chore, peça perdão 
Será encarcerado 
Porque a vida não existe mais,
Só lhe resta alguns segundos 
Arrependa de seus pecados

Parta sozinho como vieste
Escuridão,paz
Viveras então a eternidade 
Ficará as lembranças às saudades!

Luiz
[20/04, 10:21] Luiz Gonzaga Andrade: 

Deixe,deixe que as ondas do mar me envolvam
Arrastem meu corpo pra o mais profundo
Abismo
Que as espumas tomem conta do meu corpo
E aliviem
As dores que me consomem,
Levando da vida os meus sofrimentos,
E as forças violentas sangrem ,dilacerem 
Minhas entranhas
E o descanso me acalme a alma!

luiz